Em um camarim, Fernanda Honorato com um microfone na mão sentada ao lado de Marília Gabriela

Kamila Koncová é da República Tcheca, é cega e tem um cão-guia. Ela é tradutora do tcheco para o português e está fazendo intercâmbio no nosso país:

“Para as pessoas que têm vontade de sair, não só da sua casa, mas do seu país, porque eu já até inclusive li nas redes sociais que muitas pessoas têm desejo de viajar para outro país, eu ia dizer que, na verdade, nem sempre é fácil, mas é uma coisa que dá para conseguir”.

O Programa Especial conversou com profissionais ligados à educação de surdos fora do Brasil, que falaram sobre as línguas de sinais de seus respectivos países. Paulo Vaz de Carvalho, coordenador da Unidade de Investigação no Instituto Jacob Rodrigues Pereira, instituto mais antigo em Portugal, explicou a importância da língua gestual portuguesa:

“Durante muitos anos, considerava-se que a língua gestual não era uma língua e por isso não se deu muita importância. Até que nos anos 60 a 70 se começou a fazer grandes investigações tanto em nível linguístico como neurobiológico, provando que a língua gestual era armazenada exatamente, em nível do cérebro, no mesmo local onde é armazenada a língua oral. A partir daí, começou a haver o desenvolvimento de um estudo da língua gestual, incluindo-a na educação e na aquisição da língua de crianças surdas. É uma língua que entra pelos olhos, é produzida pelas mãos, enquanto a nossa língua oral vem pelo ouvido e é produzida pela boca”.

Nosso repórter Zé Luiz Pacheco conversou com Rayne Ferreti, oficial da ONU HABITAT no Brasil, que falou o sobre o papel da agência e sobre a importância do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência:

“Sem dúvida a importância é gigantesca. O dia 3 de dezembro, desde 1992, é comemorado para dar visibilidade ao tema das pessoas com deficiência. Atrair a atenção da mídia, dos governos, do setor privado, da sociedade civil, da população como um todo. É chamar a atenção para um tema que merece uma atenção especial, para que as pessoas com deficiência tenham a mesma igualdade das pessoas que não têm deficiência”.

No quadro “Tietando”, Fernanda Honorato entrevista a jornalista Marília Gabriela, que conta que foi professora de alunos com síndrome de Down:

“Eu fiz estágio durante meses como professora de uma classe de alunos com síndrome de Down. Eu tive essa experiência e eu acho que ajudou na minha formação e no meu entendimento do que seria a síndrome de Down”.

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