Em uma hípica, Fernanda Honorato em frente à Cláudio Aleoni. Ela segura um microfone.

Nossa repórter Fernanda Honorato conversou com Cláudio Aleoni. Ele adora equitação e tem síndrome de Down:

“Eu quero ser campeão de salto, quero ser cavaleiro olímpico das provas. Essa é minha vida, esse é meu hobby e eu faço o que eu gosto. Montar cavalo ajuda as pessoas a abrir a mente para mostrar que eu sou capaz”.

Karoline Padlasinski pratica tiro esportivo e é cadeirante. Ela conta como o esporte entrou em sua vida:

“O tiro entrou na minha vida por um acaso. Eu fui assistir a um treino de esgrima, mas a minha deficiência física não permite certos movimentos de tronco porque eu não tenho muito equilíbrio e nem agilidade. Aí me convidaram para o tiro. Não foi olímpico, mas foi um dez”.

Zé Luiz Pacheco conversou com Ricardo Maia, diretor responsável pela canoagem olímpica e paralímpica, que falou sobre a acessibilidade na canoa:

“Nós vemos o equilíbrio da pessoa e colocamos alguma adaptação - uma cadeirinha, um banco - que vá controlar melhor o ser tronco para ele não ficar tão solto no caiaque e te dá uma segurança maior. E, aí, você vai aprender a utilizar o remo para te dar a estabilidade do caiaque. Nós temos a categoria A, que são pessoas com lesão medular mais alta, têm o  movimento mais limitado, e nós temos a categoria TA, onde o paratleta consegue  girar o tronco e utilizar o braço de maneira mais eficiente. Nós temos a categoria  LTA, que são pessoas que têm alguma deficiência nos membros inferiores e já  conseguem girar o tronco, perfeitamente, e desenvolver muito mais do que as outras categorias”.

Severino Júnior, mestre de capoeira e voluntário da AACD, explicou o que é capoeira inclusiva:

“A chamada capoeira inclusiva é uma forma de reabilitação para pacientes com deficiência física, motora, onde após alguns estudos feitos por mim e uma viagem a São Paulo, eu comecei a encarar a capoeira de uma outra forma, trazendo para a prática da Educação Física, mas sempre levando a capoeira como forma de reabilitação. Aí entra a parte da música, entra a parte da ludicidade que a capoeira tem, porque a capoeira é muito ampla nesse sentido”.

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