Apoiado na borda de uma piscina Júlio Dias com óculos de natação e touca.

No Uruguai, nossa equipe acompanhou como uma aula de esgrima adaptada pode ajudar na reabilitação de pessoas com deficiência visual. O treinador Franco de Caria fala sobre a aula de esgrima:

“A esgrima está pensada para pessoas cegas. Os que têm baixa visão ou muito pouca visão, eles tampam os olhos usando uma venda e ficam na mesma condição dos cegos totais. Nas aulas não existe diferenciação, ou seja, não existem aulas diferentes para quem vê pouco e para quem não enxerga nada. Para todos é a mesma aula”.

Júlio Dias tem 25 anos, baixa visão e adora praticar esportes, como futebol e natação:

“Há mais ou menos dois meses, eu fui a uma competição, onde ninguém sabia que eu era deficiente, só depois que eu acabei de nadar lá, foi há dois meses, onde tinha atleta do Fluminense, do Vasco e os caras me aplaudiram a beça. Para o meu ego foi ótimo, me senti muito bem, chegar junto dos caras, lá, profissionais”.

A Bengala Inteligente tem um sensor eletrônico que vibra e emite sons quando o usuário se aproxima de algum obstáculo. O projeto foi desenvolvido pelos alunos do terceiro ano do Ensino Médio Técnico em Eletrônica Gabriela e Thiago. Ele explicou como funciona a bengala:

“Quando detecta, o sensor manda um impulso para o motor e para o apito. Quando apita, isso é um sinal que ela tem que procurar um novo caminho, porque tem algum obstáculo na frente dela”.

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