Nossa equipe acompanhou um passeio de barco de René e sua família. René falou sobre como começou a velejar e a praticar windsurf:

“Desde muito bebezinho, eu ia junto com a minha mãe em passeios com o meu avô em um barco à vela chamado Avoante. Rapidamente, eu parei de apenas passear com o barco e comecei a treinar em nível de competição, e o principal, para mim, nos treinos, era observar os sinais visuais, em relação à bandeira que dava a indicação da partida da regata. E para quem é surdo, é difícil, porque a gente não escuta o apito, não sabe quando vai ser a largada, e eu comecei a treinar isso”.

O amigo e também velejador Álvaro da Fonte, falou sobre a sensibilidade de René para o esporte:

“Ele sente se o vento vai mudar, se vai vir rajada, para nós nos preparamos para a pancada do vento, calcular a vela. É uma sensibilidade extra mesmo que ele tem, sabe? Ele é o proeiro, realmente número um do meu barco”.

Fomos também até o sítio de René conversar com ele e o pai, Georg Hutzler, que é agrônomo. Os dois trabalham juntos, são muito próximos e compartilham a paixão pela natureza. Georg falou sobre o orgulho que sente do filho:

“A minha preocupação sempre foi o René ficar independente, o René ser um homem correto. Olhando para trás, eu acredito que o nosso trabalho, trabalho talvez maior da minha esposa, que infelizmente faleceu três meses atrás, e meu foi com muito sucesso. É uma satisfação quando, às vezes, eu nem acompanho um jardim, nunca apareci, e no fim eu dou uma olhada e digo: "É, o menino está indo bem."”.

Ainda nesta edição, vamos acompanhar uma dica de Zé Luiz Pacheco. Ele foi até a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, praticar o stand up paddle adaptado.

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