Dentre vários temas relacionados à deficiência, eles debateram sobre autonomia e acessibilidade. Eduardo falou sobre como a informação melhorou nos últimos anos:

“Eu acho que, hoje em dia, o acesso à informação é muito mais fácil, existe muito mais informação. A minha deficiência foi adquirida há dezesseis anos, existia internet já, mas não tinha nenhuma comparação com o que é hoje. Praticamente ninguém usava telefone celular, não tinha essa facilidade de disseminação de informação, e eu acho que isso ajuda muito”.

Camila falou sobre como a internet a ajudou na divulgação de informações sobre o trabalho do cão-guia:

“Eu tenho vivido uma experiência muito interessante da divulgação do trabalho do cão-guia, das leis que giram em torno do trabalho do animal. A internet tem me ajudado muito a colocar isso para circular e eu tenho percebido que, de quatro anos para cá, tem tido uma mudança significativa na relação do cão-guia com as pessoas no dia a dia”.

Já Ilton, falou sobre a importância da divulgação da informação:

“Cada panfleto que a gente entregava era uma família que tinha consciência, sabia daquela informação importante. Agora estamos chegando a um momento em que quanto mais a sociedade tiver informação, mais a gente vai colher para futuras necessidades de acessibilidade, de inclusão na escola, de profissionais, porque os profissionais têm que se especializar. Então, eu acho que quanto mais conscientização, a gente tem condição de mudar uma sociedade mais justa, mais eficaz”.

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