O casal Jacqueline e Alexandre Mendonça adotou Ana Luz em 2006. Hoje ela está com nove anos. Além da menina, o casal também tem dois filhos biológicos. Jacqueline fala sobre a relação com a filha adotiva:

“Eu tinha certeza que eu ia conseguir superar as minhas dificuldades, porque quando eu decidi ser mãe dela é para ser mãe de verdade, não foi uma caridade, eu não estava brincando. Então é uma relação de amor muito forte”.

A subcoordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude, a promotora de Justiça Daniela Vasconcellos, conversou com nossa equipe sobre o processo de adoção.

“O procedimento para quem pretende adotar, inicialmente, é procurar a Vara da Infância e da Juventude da sua comarca. Então, a pessoa vai entrar com esse pedido de habilitação para adoção juntando seus documentos pessoais, as certidões negativas civis e criminais, para que se saiba que ela é uma pessoa idônea, que ela não é interditada. Depois disso, vai ser feito dentro desse processo um estudo psicológico e um estudo social para saber das condições dessa pessoa adotar”.

A organizadora do grupo Café com Adoção e autora do livro “Guia de Adoção”, a terapeuta familiar Solange Diuana, contou como é o aconselhamento psicológico no processo de adoção.

“O papel do psicólogo nos processos de habilitação para adoção é realizar uma escuta das pessoas que desejam adotar os seus filhos para que eles possam entender as peculiaridades da criação adotiva, e para que a gente possa também perceber qual é o desejo de filiação. Como essa pessoa está, em que momento da vida ela está, por que quer adotar, que criança quer adotar. Então, é todo um trabalho informativo, reflexivo, para que as pessoas possam, na realidade, concluir se desejam mesmo serem pais pela adoção”.

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