O Programa Especial foi a Cuba conhecer os atletas Omara e Luís Felipe. Os dois têm medalhas mundiais, de parapanamericanos e paralimpíadas. Conversamos também com os técnicos Míriam e Luís Alberto. Luís Felipe falou sobre a emoção de representar seu país:

“Estamos nos preparando para a Rio 2016. Eu quero mais uma vez buscar a medalha de ouro e dar o melhor de mim. Quando eu represento meu país, sinto uma emoção muito forte, uma grande alegria por representar o país e o povo.”

Ernesto mora em Havana e é amputado. Ele teve a honra de ser medalhista tanto como nadador, quanto como treinador. Ele contou para a nossa equipe sobre a sua estreia como técnico:

“Eu estreei como técnico em 2007, no Parapan do Rio de Janeiro, onde obtive medalha de ouro e de bronze com um atleta. A minha consagração como técnico veio em Guadalajara, em 2011, onde, com 4 nadadores, eu obtive 11 medalhas: 6 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze. Como dizemos aqui, quando alguém estuda e se forma, depois a pessoa escreve o seu próprio livro. Eu acredito que o meu livro, especificamente, se baseia no que eu fui como atleta, tentando comunicar e transmitir isso para o meu atleta e tirar o máximo proveito de cada sessão de treino.”

Ainda em Cuba, nossa equipe visitou a ACLIFIM, uma associação para pessoas com deficiência física ou motora. O vice-presidente Osvaldo Domínguez falou sobre os objetivos da associação:

“Somos responsáveis por agrupar, organizar e orientar todas as pessoas com deficiência, com critérios de inclusão. Temos um programa de inclusão social que se dedica a incorporar esse segmento da população ao esporte, à cultura, ao estudo. Hoje a associação conta com intelectuais, temos cientistas, temos esportistas talentosos, tão talentosos que detêm recordes mundiais que até hoje não foram superados. Temos artistas de renome nas diversas manifestações artísticas.”

Nosso repórter Zé Luiz Pacheco foi até o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, no centro do Rio, para saber sobre o trabalho de atletas paralímpicos na organização dos jogos de 2016. Mariana Vieira de Mello, Gerente Geral do Comitê Paralímpico Rio 2016 falou sobre um projeto de contratação de atletas paralímpicos para esse evento:

“A gente vai receber aqui em 2016, 4.350 atletas paralímpicos. Então, eles trazem para a gente a visão do cliente, as dificuldades, os desafios que eles têm no dia a dia, quais são as necessidades que eles enxergam, o que a gente tem que prover para os atletas em 2016 para que eles possam ter a melhor performance da vida deles, quebrar o maior número de recordes e fazer dos jogos um sucesso.”

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