Multi-instrumentista, Joel Nascimento começou a se interessar por música aos dez anos através do piano, logo depois passou a tocar cavaquinho e bandolim. Ele fala sobre suas influências:

“A célula do subúrbio da Leopoldina, que é a Penha, tem músicos que levam você a tocar o choro, a escola estava ali. Toda a minha cultura é popular. Por outro lado, eu aprendi muito com a música clássica, porque eu estudei piano durante muito tempo, larguei porque perdi o ouvido, mas tive muitos ensinamentos. Inclusive, estudei bandolim pelo piano. Então, eu acho que o choro foi fundamental no final da minha carreira, porque prevaleceu o choro, não a música clássica.”

Joel é casado com Maria Helena há 49 anos e pai de Cristina, que é médica. Cristina falou sobre admiração que sente pelo pai:

“Meu pai diz que eu sou a fã número um dele e, realmente, eu sou a fã número um, porque eu sei da história dele, sempre acompanhei, eu nasci ouvindo ele tocar. Eu tenho o maior orgulho de ser filha do Joel Nascimento, porque é um músico excelente. O sentimento que ele tem ao tocar, juntando com o virtuosismo, deixa as pessoas realmente emocionadas. Ele passa uma emoção muito grande quando ele toca.”

O violinista e compositor Zé Paulo Becker e o cavaquinista e arranjador Henrique Cazes se reuniram com Joel Nascimento para conversar e tocar juntos. Henrique falou sobre como Joel o incentivou:

“Quando eu ouvi ao vivo aquele som do bandolim do Joel, que não era um truque de estúdio, não era uma coisa preparada, com aquela maquiagem toda do estúdio, mas era aquilo mesmo. Quando eu vi que aquilo era possível, que aquilo era real, eu fiquei muito motivado para estudar cavaquinho. E quem me passou, por exemplo, palheta, exercício de palheta, técnica de palheta, ensinou como começar uma música para ter um impacto, para você chegar impondo respeito, tudo isso, tudo de interpretação de palheta, de estilo, de choro, tudo foi o Joel.”

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