Acompanhamos a visita de um grupo de crianças com diferentes deficiências ao Aquário Nacional de Cuba. Primeiro, elas descobrem o que vão fazer ali, através de desenhos e outras atividades. Depois, elas entram em contato com os animais invertebrados, interagem com os Lobos Marinhos e dão um alô para os Golfinhos. Maria Elena, que faz parte do grupo de educação ambiental do aquário, falou sobre a importância de conhecer animais marinhos invertebrados:

“Para as crianças, é importante conhecer animais diferentes, pois, no mundo em que vivemos há animais diferentes. E, para nós, é muito importante que conheçam os animais marinhos em sua diversidade porque são os mais difíceis de ver. Queremos que não apenas vejam esta atividade como algo recreativo e prático, mas que também levem algum conhecimento.”

Já Yaliagni Prieto, que é especialista principal da área de lobos-marinhos, falou sobre as atividades que faz com crianças com deficiência:

“Com os animais, procuramos realizar atividades com base nas deficiências das crianças. Por exemplo, no caso dos lobos-marinhos, nós os fazemos dançar ou caminhar, e tentamos fazer com que as crianças imitem as atividades dos lobos-marinhos. Todo dia chegam crianças com diversas deficiências e nem todas têm o mesmo comportamento. Por isso, treinamos o animal com base nas condutas que as crianças possam ter. Um exemplo é o do Javier, o menininho surdocego que tem paralisia cerebral. Javier não andava e ao longo das terapias com os golfinhos e lobos-marinhos, ele começou a andar. Eu também tive experiências com crianças que nunca tinham sorrido, nunca haviam tido no rosto o gesto de sorrir. E, ao chegarem aqui e verem o animal, sorriram.”

Dieyson é tratador de cavalos e tem deficiência visual. Ele consegue detectar características nesses animais apenas através do toque. Ele falou sobre como treinou sua égua, chamada Cigana e sobre o seu trabalho com os cavalos:

“A minha égua fica no Clube do Cavalo, em Alfredo Chaves, no Espírito Santo. Como eu não tenho um cão-guia, com ela fica mais fácil para eu ir para casa almoçar e voltar mais rápido. Eu a treinei indo com outro cavalo, uma outra pessoa montada a cavalo, e eu montado nela. Aí, eu consegui treiná-la para ela aprender o caminho. No Haras Santo Graal, onde algumas vezes eu venho cuidar de alguns cavalos, eu avalio melhor a posição dos dentes dos animais e também se teve alguma fratura, porque pelo toque eu consigo sentir melhor.”

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