Nossa equipe foi até a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, para mostrar para você como é a acessibilidade do local. Lá, conversamos com Fernando Amaro, que é chefe do laboratório de restauração e é cadeirante. Ele falou sobre como colaborou com a acessibilidade da Biblioteca:

“A biblioteca não tinha acesso a nada. Então, eu fui o pioneiro a colaborar, porque não tinham noção de arquitetura para o deficiente, não tinham normas. Aos poucos foram surgindo as normas de inclinação de rampa, por exemplo, de abertura de tamanhos de porta para você passar no banheiro, adaptações de barras. Então, toda vez que faziam uma obra, eu testava para ver se dava certo. Os banheiros, as rampas, os elevadores, os setores, todas as modificações sempre me chamavam para fazer os testes.”

O Instituto Benjamin Constant oferece uma sala de exposições bem interessante. É a Sala de Maquetes de Monumentos Históricos da Cidade do Rio de Janeiro. Lá, os visitantes podem tocar em réplicas em miniatura de pontos turísticos da cidade maravilhosa. Zé Luiz Pacheco foi ate o IBC fazer uma visita guiada. O professor de História Vitor Alberto, falou sobre a importância dessas réplicas:

“A gente introjeta neles a noção de escala, que é uma noção importantíssima, que também é geográfica. Além disso, é importante, porque a pessoa cega é levada a reconhecer alguns espaços. A gente vai ter uma exploração tátil desses espaços e vai reconhecê-los melhor. Existe uma busca pela uniformização de determinadas representações geográficas para reconhecimento desses espaços. Representação de água, representação de floresta, tudo isso é de alguma maneira convencionado.”

No Quadro Tietando, Fernanda Honorato bateu um papo com Zico. Ele falou sobre futebol e inclusão:

“O futebol é uma modalidade que pode participar todo mundo. Eu, por exemplo, já vi futebol dos cegos, já vi futebol de pessoas com alguma deficiência mental. Então, o futebol já tira um pouco de todos esses preconceitos. Como você tem o basquete de cadeira de rodas, você pode ter o futebol também dessa forma. A gente chama de Power Soccer, eles fazem os gols todos com o movimento das cadeiras. Então, eu acho que o futebol é um esporte, é uma modalidade que inclui todo mundo.”

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