Fernanda Honorato foi homenageada no evento Rio Sem Preconceito. Ela ganhou um prêmio por lutar contra o preconceito e pela inclusão das pessoas com deficiência. Antes da cerimônia, Fernanda conversou com os apresentadores Marcelo Tas e Glória Maria. Glória falou sobre preconceito:

“Eu acho que vários caminhos levam ao preconceito. Eu acho que a primeira é a insegurança do ser humano. Quando você fica inseguro, você atira para todos os lados e você procura atingir aquilo que você considera o mais frágil, o mais fraco em qualquer situação. E isso em todos os níveis: em gênero, em raça, em cultura, em nacionalidade. A origem do preconceito vem da insegurança, da ignorância e também da falta de sensibilidade. Você tem que se conhecer para você poder entender o outro e, quando você entende o outro, você não tem preconceito.”

Já Marcelo Tas, falou sobre como apoia o seu filho, que é transexual:

“Eu procuro apoiar com afeto, primeiramente, que é o papel do pai, dos pais, serem provedores de afeto para os filhos, igualmente, independente de como cada um é. E eu acho que com afeto, a gente consegue dar uma base para que nossos filhos sejam quem de fato eles são. No caso do meu filho, do Luc, foi assim. Ele é um cara incrível, que sempre foi muito curioso pelo mundo, pelos estudos e tal. E essa questão do gênero é uma questão que, quando surgiu, eu procurei apoiar para que ele, por conta dele, assumisse uma questão que é dele, que é particular dele e que, hoje, ele convive muito bem com isso.”

Barbara Lisicki atuou como gerente de Acessibilidade nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Londres e é cadeirante. Zoe Partington é gerente de arquitetura de um projeto que reúne artistas e arquitetos com deficiência para explorar novas formas de concepção de espaços acessíveis, e tem deficiência visual. Nossa equipe conversou com elas sobre acessibilidade em grandes eventos. Bárbara falou sobre seu trabalho em Londres em 2012:

“Parte do meu trabalho foi melhorar as coisas para os envolvidos nas cerimônias, tanto os profissionais, quanto os voluntários. Eu penso que acessibilidade nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos é um dos fatores mais importantes. Eu acho que quando nós olhamos para acessibilidade, nós temos que olhar com o olhar mais amplo possível. Nós temos que olhar, claro, a acessibilidade para cadeirantes, acessibilidade para pessoas com deficiência visual, pessoas com condições neurológicas. É um conceito amplo. É muito sobre resolver problemas e ter certeza de que as pessoas vão ter o que necessitam. Acessibilidade é uma coisa muito importante. Pessoas diferentes terão demandas diferentes. E o nosso trabalho é ter certeza de que isso aconteça.

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