Fernanda Honorato foi até o Comitê Paralímpico Brasileiro conversar com Augusto Fernandes, que é Coordenador de Acessibilidade Rio 2016 e tem deficiência física. Ele contou para Fernanda como será a acessibilidade nos jogos.

“Para a pessoa com deficiência visual, nas instalações, haverá mapa tátil, piso tátil e alguns esportes vão ter narração audiodescritiva. A sinalização, que é um recurso muito importante, não somente para a pessoa com deficiência auditiva, mas também para que todos possam saber o caminho e onde se encontra cada local da instalação. E para pessoas com deficiência física, nós vamos ter acessibilidade, rotas acessíveis, com rampas, elevadores e vai ter serviço de cadeira de rodas, empréstimos de cadeira de rodas. E para a pessoa com deficiência intelectual estamos treinando pessoas para poder lidar exatamente com cada tipo de deficiência intelectual.”

No Rio de Janeiro, Fernanda Honorato entrevistou Marcos Lima, que é especialista em integração Paralímpica. Ele tem deficiência visual e falou sobre o conceito da Tocha Paralímpica.

“A Tocha Paralímpica é um símbolo dos jogos paralímpicos. O revezamento da tocha passará nas cinco regiões do Brasil. A tocha tem num formato cilíndrico, vai se afunilando quando você vem do alto para baixo. Possui uma inscrição em Braille na parte inferior da tocha, que são os valores paralímpicos: coragem, determinação, inspiração e igualdade. A tocha de cima para baixo vai representando os formatos, os relevos da cidade do Rio de Janeiro. Para uma pessoa cega, que não tem como botar a mão no alto da pedra da Gávea, é interessante tocar na tocha para sentir realmente como é o contorno desses símbolos do Rio de Janeiro. E a tocha é um convite passando pelas cidades e anunciando: 'Vem aí os Jogos Paralímpicos, a festa não terminou.' Pelo contrário, vai começar uma outra festa.”

Nossos repórteres Fernanda Honorato e Zé Luiz Pacheco foram até São Paulo visitar o Centro de Treinamento Paralímpico. Eles conversaram com Ciro Winckler, coordenador técnico de atletismo para saber sobre a estrutura e acessibilidade do local.

“O centro paralímpico, ele tem como objetivo, desde sua construção, ser um dos principais legados do Jogos 2016. Eu acho que a perspectiva para 2020, 2024, passa a ser fantástica, porque é aqui que os atletas vão treinar e se encantar para os próximos jogos. O centro paralímpico está previsto para 16 esportes. Isso aqui já vai ajudar com os jogos do Rio, mas nós vamos sentir um grande efeito desse treino em 2024, em 2028. Com certeza, em Tóquio, nós já vamos chegar com excelentes resultados em muitos atletas que vão aparecer aqui dentro do centro. Além dos treinamento de alto redimento, aqui dentro do centro nós vamos ter as escolinhas de esporte, nós temos um centro de avalição. Nós temos uma área de reabilitação, não só reabilitação pós trauma, mas a reabilitação do atleta para melhorar a performance dele. E também alguns programas de detecção de talento, que vão ser oferecidos aqui dentro do centro. Então, além de ser a casa do atleta de alto-rendimento, vai ser o celeiro de descobertas de futuras medalhas paralímpicas brasileiras. De todos os modelos esportivos que a gente viu no mundo, vimos que o mais interessante passa a ser o centro destinado a pessoa com deficiência. O objetivo principal é a pessoa com deficiência. Os centro inclusivos são interessantes mas, na maior parte da vezes, primeiro atendem o atleta olímpico e depois o paralímpico. Então, a gente viu que o quer a gente quer para continuar crescendo, para manter o status do Brasil, é o centro para a pessoa com deficiência. E dentro do top 5, porque é o nosso objetivo agora nos jogos estar entre os cinco melhores medalhistas nos jogos, o Brasil é o único dos países que não tinha nenhum centro esportivo.”

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