O Museu de Artes e Ofícios é um espaço cultural dedicado ao universo dos ofícios e da história do trabalho no Brasil. Naila Garcia Mourthé, coordenadora do Núcleo de Ações Educativas, contou a história da instituição e falou sobre a acessibilidade para pessoas com deficiência física, visual e auditiva.

“O Museu de Artes e Ofícios nasce de um sonho, um sonho que se inicia no ano de 2002 com a revitalização da área central de Belo Horizonte. O Museu ocupa o prédio da Estação Central do Brasil, que ligava a capital Belo Horizonte ao litoral. Nós temos uma série de ofícios expostos pelas galerias do museu, são conjuntos representativos das principais atividades desenvolvidas no período pré-indrustrial brasileiro. Aqui, o visitante pode conhecer curiosidades sobre este período da história, a gente inicia uma jornada com os tropeiros, desvendando os caminhos de Minas Gerais, os caminhos do Brasil. Depois, nós passamos pelos ambulantes, temos também os ofícios da mineração, dos fios e tecidos. Desde a idealização do Museu de Artes e Ofícios, já havia uma grande preocupação com a democratização do acesso a todos os públicos. Então, a acessibilidade começa a ser pensada desde o projeto do museu. Nós temos as rampas que garantem o acesso às pessoas com mobilidade reduzida, a adpatação dos banheiros e uma série de outras iniciativas que vão garantir o acesso ao público que apresenta mobilidade reduzida, aos cegos e ao surdos.

Nossa equipe visitou dois lugares que fazem parte do Circuito Liberdade,

um projeto composto por 13 instituições, entre museus e centros culturais, em Belo Horizonte. A responsável do projeto, Michele Arroyo, contou como surgiu a iniciativa.

“Num projeto, que foi inciado em 2005, foi criado o Circuito Cultral da Praça da Liberdade, hoje Circuito Liberdade, e nesse processo de restauração, adaptação desses edifífios a novos usos, foram incorporados, a cada um desses prédios, usos culturais. Esses são museus e espaços culturais referênciais na cidade. A preocupação com a acessibilidade se dá desde o início, mas a gente entende que ela é um processo, e são três vertentes que a gente tem. Ou seja, nós temos a questão de acessibilidade do ponto de vista físico, que é adaptar os espaços para que eles sejam acessíveis. Nós temos uma outra questão que é a acessibilidade do ponto de vista dos conteúdos, das exposições, dos eventos que acontecem em cada um desses espaços. E nós temos uma questão de acessibilidade que é a democratização dos assuntos tratados nesses aqui, que também diz respeito à acessibilidade. Com relação a programação, a gente tem tentado manter equipes em cada um dos edifícios, sejam equipes pemanentes dos educativos ou equipes que se configuram a partir de exposições específicas para atender a esse público”.

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