Guilherme Varella e Karen Chaves são namorados e têm síndrome de Down. Márcia Chaves, mãe da Karen, contou para a nossa repórter Fernanda Honorato sobre o desenvolvimento da filha e sobre o início do namoro:

“Quando a Karen nasceu, eu não sabia que ela tinha a síndrome, eu vim saber depois de 3 dias. Fui procurar um pediatra para ele poder me dar um auxílio, me dar informações e, ali, foi o começo de uma grande história. Ela foi crescendo fazendo fisioterapia, fonoaudiologia. Ela estudou, fez um curso de auxiliar de cabeleireiro. O namoro para a Karen foi uma conquista, porque ela tem dois irmãos, cada um é mais velho do que ela 4 anos, então ela viu os irmãos namorando e queria namorar. Ela falava para o irmão mais velho: "Irmão tem um amigo seu aí, porque eu quero namorar?". Ela achava que seria dessa forma. Aí, comecei a fazer parte da associação, Associação SSDown, e comecei a participar dos bailes, das atividades com ela, e, ali, ela conheceu o Guilherme. Primeiro eles viraram amigos e, numa festa junina da Associação, o Gui levou o tablet dele e começou a tirar foto dela, depois ele começou a dançar com ela, aí, de repente, eles começaram a dançar juntos. Aí ele foi e deu um beijo nela, e eu fiquei super assustada. E daí ele deu a mão a ela, chegou até mim, e pediu para namorar com ela. Aí, eu falei para ele: "Se ela quiser, tudo bem." Aí, ela falou: "Eu aceito, vou aceitar namorar". E eles começaram a namorar, eu fui conhecer melhor a mãe dele, nós viramos amigas, acabamos morando no mesmo lugar. E eles fazem tudo junto aqui no condomínio. Depois que ela começou a namorar, ela ficou mais independente, ficou mais segura, mais ativa, autoestima maior, então isso tudo é muito importante.”

Fernanda Honorato também conversou com Dandan do Samba, que toca tamborim e tem síndrome de Down. Ele falou sobre como começou a frequentar escolas de samba:

“A minha história é: quando eu era pequenininho, eu comecei na Caprichosos de Pilares. Em 2005, na Salgueiro, na Tijuca, comecei a tocar tamborim. Meu pai é compositor, ele faz samba para a Caprichosos, Salgueiro, Tijuca, junto com o Rangel, os parceiros dele. Eu sou cantor da Tijuquinha do Borel. O samba é a minha vida, porque eu fico na bateria, eu fico me divertindo na bateria pura cadência, com o Casão. A minha vida é samba, mas tem que estudar.”

José Luiz Pacheco bateu um papo com Alan Fonteles, que é paratleta e é amputado. Alan contou sobre a carreira no esporte e sobre as expectativas para as Paralimpíadas:

“Eu tive as minhas duas pernas amputadas abaixo do joelho por conta de uma infecção intestinal aos 21 dias de nascido. Aos 8 anos, eu tive a iniciativa de querer fazer um esporte, e já, de cara, eu fui para o atletismo, já querendo ir para a prova de velocidade. Competi nas Paralimpíadas de Londres, ganhei uma medalha de ouro na prova dos 200 metros, tenho uma medalha de prata no 4 por 100 em Pequim, em 2008. Chegar numa Olimpíada, chegar numa Paralimpíada, no compeonato mundial e conquistar tudo aquilo que eu sempre almejei desde criança, para mim, foi muito maravilhoso. Em 2016 eu pretendo defender o Brasil a todo o custo e ir em busca dessas medalhas de ouro. Eu sei que correr em casa tem uma pressão maior, tem um gostinho maior. Então, agora, é esperar esse dia chegar para que possa tudo se realizar.”

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