Priscila Dutra, mãe do Lorenzo, falou sobre o texto que publicou sobre comentários discriminatórios que pais de crianças com deficiência já ouviram:

“O objetivo foi coletar esses depoimentos para que as pessoas que não têm filhos com deficiência, que essas pessoas pudessem ler e se sentir no lugar da mãe que está ouvindo aquilo diariamente. Eu acho que isso causa um impacto, e talvez a pessoa possa refletir um pouco mais, ao menos, a respeito daquela situação. Eu conheço a Denise, que é a mãe da Sofia, e ela ouviu da diretora de uma escola: 'Olha, eu vou humilhar tanto a sua filha que ela vai pedir para sair da escola.' Então, eu acho que já parte para a crueldade esse tipo de comentário. Tudo bem que a gente entende que tem pessoas que não estão convivendo com pessoas com deficiência, que não conhecem o dia a dia, isso, eu considero como desconhecimento, mas tem a parte da crueldade, da maldade, que é o preconceito puro mesmo”.

Adriana Maia, mãe do Antônio Pedro, contou algumas situações de preconceito que vivenciou com o filho:

“E é engraçado porque a gente imagina que seja difícil uma pessoa ter coragem de falar uma coisa, mas eu também vivi isso. Porque a maioria tenta esconder um pouco: 'Não, não tem vaga, fica na fila de espera', mas existe realmente as pessoas que falam mesmo. Eu estava com o Antônio: 'Não a gente não aceita crianças como ele.' Chegou a apontar, e o meu filho já tinha 4 anos na época, tem discernimento, né, ele entende.

Já Bruna Saldanha comentou a relação da filha, Izabel, com os amigos na escola:

"Geralmente as crianças agem naturalmente com amor. Mas você vê também que existe uma diferença, tem um pouco da criação que cada uma recebe. Tem umas que são mais próximas, que vêm fortalecer esse vínculo dela com as outras crianças. Na escola todo mundo hoje em dia quer ser ajudante da Izabel. Eles disputam para quem vai ser o ajudante do dia, e sempre tem dois ajudantes. Quem vai descer no elevador, quem vai subir no elevador. Isso é legal, porque faz com que as outras crianças que são um pouquinho mais arredias, ou por timidez, ou por falta de conhecimento mesmo, se aproximem também de alguma forma. Eu vou pouco na escola, porque trabalho fora e tal, mas quando eu vou eles sempre querem ver a mãe da Izabel. E fala da Isabel, assim, com um amor que é muito bonitinho de ver”.

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