Ricardo, Nuno e Luciano são amigos e aproveitam as horas vagas para jogar videogame. Eles são tetraplégicos e utilizam um joystick adaptado. Luciano falou sobre a felicidade de poder voltar a jogar:

“Quando eu peguei o controle pela primeira vez, a sensação é única de poder jogar com os meus amigos com deficiência, porque pequenos detalhes, como esse, como a adaptação de um controle, podem mudar a vida de uma pessoa. No jogo a gente não tem barreiras, a gente corre, a gente pula, a gente faz tudo na hora que a gente quer, da forma que a gente quer, da forma que a gente pensou. Então, é uma comunicação direta do nosso cérebro para um corpo, um corpo virtual, mas um corpo que responde diretamente a um comando.”

Thiago é amigo do Ricardo, do Nuno e do Luciano. Ele também usa o joystick adaptado e contou para a gente porque o videogame é importante na vida dele:

“Poder jogar, eu acho que não só para mim, mas para todos nós, está se tornando uma liberdade muito grande, poder visitar ambientes novos, mundos novos, se adaptar a histórias novas, poder se concentrar e dependendo do jogo, em ficar mais forte, dependendo do jogo em vencer. Você conquista novos amigos, você começa a interagir mais com as pessoas e começa a perceber que a vida ainda pode ser maior, mais intensa para você.”

Uma boa opção de lazer para pessoas com deficiência visual é visitar o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Fernanda Honorato foi até lá para ver como é e contar para a gente. O coordenador de sustentabilidade Alexandre Sapucaia falou sobre a acessibilidade do Jardim Sensorial:

“As pessoas vão encontrar 64 espécies de plantas e vão poder trabalhar os cinco sentidos. Quando a pessoa vem aqui, tem toda a estrutura para acesso a cadeirante, já na entrada a gente já tem uma rampa e também tem os instrutores que fazem essa ajuda, até e a pessoa chegar aqui no local. O acesso para o deficiente visual no chão todo indicado, marcado, e todas as plaquinhas indicativas em Braille.”

Nosso repórter Zé Luiz Pacheco foi conhecer um barco adaptado para pessoas com deficiência, que é movido a energia solar. Ocione Machado, que é coordenador técnico do projeto que lançou o barco, explicou como funciona:

“É um barco a energia solar para pessoas com deficiência. Ele capta a energia do sol, transforma essa energia do sol em eletricidade, pega essa eletricidade, joga para as baterias e essa energia toda a gente pode botar no motor e o barco vai.”

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