PROGRAMA ESPECIAL

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho normal da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte
  • layout default 
  • layout default daltonismo 
  • layout default contraste
Home Blog PARALIMP√ćADAS II

PARALIMP√ćADAS II

Envie este artigo para um amigo Imprimir PDF

O Programa Especial desta semana é todo dedicado à Paralimpíada. Vamos acompanhar Zé Luiz Pacheco na Casa Brasil. E, ainda, duas entrevistas sobre a abertura da Paralimpíada: uma com a coreógrafa Cassi Abranches e outra com o artista plástico Vik Muniz.

Vik Muniz em seu est√ļdio. Ele sorri.


 

 

 

Nossa equipe conversou com Cassi Abranches, que é coreógrafa do Grupo Corpo e desenvolveu a coreografia de abertura da Paralimpíada. Ela falou sobre a escolha dos bailarinos e como foi a preparação para a coreografia de abertura.

‚ÄúEm julho de 2015 a equipe de produtores executivos veio na sede do Grupo Corpo para me fazer o convite, se eu toparia esse grande desafio de dirigir o movimento, de coreografar a abertura dos jogos. Diante do que eles me trouxeram, eu comecei a procura dos artistas que representariam esses momentos. A gente chama na cerim√īnia, como na Ol√≠mpica, por segmentos e a gente desenvolveu art√≠sticamente as cenas. Numa das cenas da cerim√īnia, eu precisava de dois deficientes visuais, e a√≠ eu e minha assistente, a Daphne, fizemos primeiro uma busca via internet, no primeiro momento a gente faz uma pesquisa de campo, e depois a gente foi a campo. N√≥s fomos num encontro de deficientes, num dos parques da cidade, e me deram o telefone da Renata. Marquei um teste com ela e com indicados por ela mesmo, dois bailarinos. Fizemos um teste caseiro, com o Oscar e com o outro rapaz separadamente e a Renata. E a gente achou, at√© porque a Renata e o Oscar j√° tinham uma qu√≠mica, j√° tinham trabalhados juntos, que eles realmente preencheriam muito bem esse lugar. O tato para mim √© o meu norte, √© o meu guia de inspira√ß√£o. Eu gosto que eles realmente se toquem, que um puxe o outro, ou que um leve o outro, que eles realmente tenham um encontro f√≠sico ali, movidos pelo toque, pelo tato.‚ÄĚ

Vik Muniz, que é artista plástico, contou como foi a experiência de ser o diretor criativo da abertura.

‚Äú Foi uma oportunidade de poder falar sobre defici√™ncia com uma linguagem que n√£o √© um serm√£o, que n√£o √© tentando explicar. Voc√™ come√ßa abrindo o cora√ß√£o, e abrindo a cabe√ßa tamb√©m, para ideia da defici√™ncia. A minha participa√ß√£o na dire√ß√£o da Cerim√īnia mudou completamente a minha rela√ß√£o com a defici√™ncia. Eu sou outra pessoa depois desses 2 anos e meio. Fiquei muito feliz, muito emocionado de estar no Maracan√£. Eu vi um Maracan√£ de tantas diferen√ßas e completamente integrado, estava todo mundo querendo a mesma coisa e todo mundo participando de forma igual. Foi muito emocionante. Logo de in√≠cio a gente decidiu fazer uma diferen√ßa para a Cerim√īnia Paral√≠mpica, que a gente focasse no indiv√≠duo, que fosse a coisa da pessoa. E como a gente tamb√©m n√£o queria fazer uma coisa que estivesse educando muito as pessoas, queria focar no emocional, a gente focou nesse org√£o que tem sempre dessa rela√ß√£o, que √© errada, que o cora√ß√£o bate, √© uma bomba. Mas, na verdade, a gente fala da emo√ß√£o, a gente sempre fala do cora√ß√£o. Um dos momentos mais simb√≥licos da cerim√īnia inteira para mim n√£o √© o cora√ß√£o, e, sim, o momento quando n√≥s temos o Daniel Dias pulando na piscina. E come√ßar a Cerim√īnia com Aaron Wheelz pulando sobre um c√≠rculo de fogo, numa cadeira de rodas, j√° deu a nota tamb√©m do tipo de Cerim√īnia que a gente queria. A gente queria criar uma experi√™ncia desafiante. Eu acho que √© legal, que a gente est√° vendo a defici√™ncia se manifestar como efici√™ncia, como beleza, como arte, como vit√≥ria, como esporte, como patriotismo. As pessoas est√£o curtindo muito essas Paralimp√≠ada.‚ÄĚ

No Centro de Imprensa, conversamos com Laurie Lawira, que é australiano e é assistente de produção do Channel 4. Ele falou sobre como a Paralimpíada pode mudar a percepçao da sociedade sobre a deficiência.

‚ÄúEu nasci com seis dedos, ent√£o um dedo a mais na minha m√£o direita e isso nunca me impediu de fazer nada. Eu acho que a cada quatro anos, quando a Paralimp√≠ada acontece, n√≥s ficamos sabendo um pouco mais o que a defici√™ncia √© e como n√≥s falamos sobre isso. Quando come√ßamos a falar, quando come√ßamos a explorar o que significa ter defici√™ncia e o que as pessoas podem ou n√£o fazer, isso mostra para as outras pessoas que defici√™ncia √© s√≥ uma parte da vida com que elas precisam conviver. √Č um pouco clich√© dizer isso, mas a Palalimp√≠ada nos d√° a chance de pensar na defici√™ncia de um jeito diferente. O maior desafio deve ser quando a Paralimp√≠ada n√£o est√° acontecendo, como n√≥s lidamos com as necessidades das pessoas com defici√™ncia. Mesmo que falemos a cada quatro anos, mesmo sendo incr√≠vel que possamos expor esse lado da defici√™ncia, a realidade √© que a maioria das pessoas n√£o tem comprometimento e o n√≠vel de habilidade que esses atletas t√™m. O que n√≥s tamb√©m precisamos discutir com a sociedade, no local de trabalho, em tudo que fazemos √© o que a maioria que est√° nessa situa√ß√£o precisa encontrar um trabalho, precisa ter acesso ao transporte p√ļblico, supermercados, ter acesso a servi√ßos. N√≥s precisamos come√ßar a pensar al√©m da Paralimp√≠ada, coisas simples como acesso a rampas. Como inclu√≠mos pessoas com defici√™ncia visual? H√° sinais sonoros nas esta√ß√Ķes de trem, nos pontos de √īnibus, h√° Braille dispon√≠vel, l√≠ngua de sinais para surdos? Coisas assim precisam ser discutidas, n√£o √© um assunto somente relacionado ao Rio ou Londres, √© uma quest√£o mundial. N√≥s precisamos tentar fazer o mundo mais inclusivo.‚ÄĚ

Joomla Templates and Joomla Extensions by ZooTemplate.Com
 

Adicionar coment√°rio



Programa Especial

O Programa Especial é totalmente dedicado à inclusão das pessoas com deficiência. Todo sábado às 10h30min você pode acompanhar reportagens positivas, otimistas, descontraídas e acessíveis a todos. Para isso, o Programa conta com janela de LIBRAS, legenda e audiodescrição. Seja muito bem-vindo!