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Portugal 5

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No Programa Especial desta semana, vamos conhecer o casal Sara e Tommi e visitar duas instituições, uma voltada para pessoas com deficiência intelectual e outra para pessoas com deficiência auditiva, em Portugal. E, ainda, mais uma edição do quadro Paralímpicos.

Em um ambiente interno, Sara e Tommi sentados olham uma foto.

 

Em Cascais, nossos repórteres Zé Luiz Pacheco e Fernanda Honorato visitaram a CERCICA, uma instituição com foco na educação e na reabilitação de jovens e crianças com deficiência intelectual. Rosa Maria Neto, diretora geral, contou para eles sobre o trabalho que eles realizam:

“Começamos com a intervenção precoce, que é de zero aos seis anos. A CERCICA tem uma equipe multidisciplinar que, juntamente com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, faz o apoio in loco a estas crianças para capacitar os pais para ajudar os seus filhos com deficiência. Depois, temos o Centro de Recursos para a Inclusão, uma vez que todas as crianças, independentemente da sua deficiência, têm, obrigatoriamente, que estar na escola pública. Cada conselho, onde estão as associações que realmente têm os mesmo objetivos que nós, apoia a escola pública através de uma equipe multidisciplicar, que é formada por psicólogos, terapeutas, que são os facilitadores das crianças e trabalham em conjunto com as professoras de educação especial, no sentido de capacitar as crianças dos seis aos 18, de forma a dar-lhes mais autonomia possível. Jovens com mais de 18 anos podem escolher na CERCICA entre 10 cursos, desde lavanderia, empregado de mesa, cozinheiros. Isso, para nós, é, de fato, a maior alegria, quando conseguimos que eles tenham um contrato de trabalho. Porque isso é dizer que eles conseguem ter a sua vida.”

Nossa equipe foi até Lisboa para conhecer o trabalho desenvolvido no Centro de Educação e Desenvolvimento Jacob Rodrigues Pereira. A instituição de ensino é voltada para a educação de crianças e jovens surdos. Paulo Vaz de Carvalho, que é professor do instituto, fala sobre o trabalho desenvolvido na instituição:

“Trabalho aqui há 20 anos e tenho a honra de fazer parte, de coordenar a Unidade de Investigação do Instituto Jacob. Ligado à produção de materiais bilíngues para pessoas surdas, porque durante muito tempo as pessoas surdas não tinham acesso ao currículo escolar através da Língua Gestual. E, então, não havia gestos para ensinar os conteúdos escolares, principalmente os níveis mais avançados. E neste momento o que a Unidade de Investigação faz primordialmente é, em conjunto com surdos e ouvintes, criar terminologias para os conteúdos escolares todos, desde o pré-escolar até o ensino secundário e, às vezes, também para a universidade de forma que eles tenham acesso a todos os currículos de uma forma igual a uma pessoa ouvinte. O nosso Instituto dá respostas a crianças desde do pré-escolar até o ensino secundário e também proporcionamos formação de adultos. Porque, cada vez mais, existe esta necessidade que a pessoa surda tenha uma educação de forma igual a pessoa ouvinte. Consideramos que há uma verdadeira educação bilíngue e inclusiva, porque os alunos interagem para que realmente a educação seja verdadeiramente inclusiva.”

Zé Luiz Pacheco conversou com Sara Margalho, que é animadora turística e tetraplégica. Ela é casada com Tommi e os dois estão esperando a primeira filha. Eles conversaram com Zé sobre sua história de amor.

“A minha história com o Tommi começou há 4 anos. Eu trabalhava nos cruzeiros e era animadora turística e, durante as férias, conheci o Tommi. E nós nos conhecemos e começamos a sair. Ao final do mês, nós ainda não tínhamos nos conhecido muito bem, ao final do mês, nós fomos a uma festa e tivemos um acidente de carro ao voltar para casa. Nesse acidente, eu fiquei com uma lesão medular, fiquei tetraplégica e tive em coma, como todas as princesas, eu tive a dormir três meses, acordei com o beijinho do Tommi. Ele esperou por mim, depois eu tive muito tempo de recuperação. Fomos viver juntos logo, ele ajudou-me bastante. E, então, ao final de algum tempo, ele, às vezes, dizia: "Quando eu ganhar algum dinheiro, nós vamos casar, quando eu ganhar algum dinheiro, eu gostaria de casar contigo." E, então, um dia, eu realmente tive a certeza de que gostava dele, e que era o meu grande amor, então pedi o Tommi em casamento, na frente de muita gente, para não poder dizer que não, numa festa muito bonita, com a família, porque assim ele não podia dizer que não. Depois de casar, agora estou grávida de 6 meses da Bianca.”

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