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Portugal 2

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No Programa Especial desta semana, vamos até Portugal saber mais sobre uma tradição portuguesa e mobilidade urbana para pessoas com deficiência. Em Lisboa, Fernanda Honorato visitou o Museu do Azulejo e Zé Luz Pacheco foi até o Museu de Carris. Os dois repórteres conheceram, também, os bondes elétricos da cidade. E, ainda, mais uma edição do Quadro Paralímpicos.

Zé Luiz Pacheco no Museu dos Carris, ao lado dele uma mulher. Atrás deles diversos bondes amarelo e branco.

 

O azulejo é uma parte essencial da cultura portuguesa. Para saber mais sobre esse tipo de arte, Fernanda Honorato foi até o museu dedicado ao tema. Dora Fernandes, técnica do serviço de educação, contou para Fernanda como anda a acessibilidade por lá.

“Nós temos todo o nosso museu equipado com réplicas táteis das paças mais representativas da nossa coleção. São aquelas peças que nos fazem compreender a história do azulejo. Vem com os audioguias, ou vem em áudio a descrição que está preparada nos audioguias e, ao mesmo tempo, tem a possibilidade de ver a peça, tatear aqui. Tem diferentes texturas e tem também uma explicação em Braille, para que possam acompanhar todos os conteúdos da nossa explosição. Portanto, a acessibilidade não é só o acesso ao espaço. É poder, também, ter acesso a todos os conteúdos aqui da nossa exposição.”

Zé Luiz Pacheco foi até o Museu do Carris para saber um pouco mais sobre a história dos transportes em Lisboa. Zé conversou com Susana Fonseca, conservadora do Museu, sobre a história e acessibilidade no Museu.

“O Museu de Carris é um museu que nos conta a história da primeira grande empresa de transporte público da cidade. Ela nasceu no Brasil no Rio de Janeiro, porque um dos seus fundadores era Vice Cônsul no Rio de Janeiro, mas foi fundada por portugueses e com o intuito de funcionar em Lisboa. Nunca funcionou no Rio de Janeiro e trouxeram para Lisboa um meio de transporte que era novo na cidade, porque já existiam carroças puxadas por animais, mas não havia um trasnporte público de massas. Então, os fundadores da Carris trouxeram para Lisboa o chamado carro americano, porque já existia nos Estados Unidos. O museu é constituído por dois núcleos distintos. No primeiro núcleo temos a história e a evolução da empresa contada através de fotografias, textos, documentos e objetos de pequeno porte e depois, no segundo núcleo, temos duas grandes naves, onde temos então os elétricos antigos e os autocarros antigos. Quer o primeiro núcleo, quer o segundo núcleo são perfeitamente planos. No primeiro núcleo há uma rampa, mas é perfeitamente acessível. Temos instalações, inclusive, no primeiro núcleo, instalações sanitárias próprias para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas.”

Fernanda Honorato conversou com José Maia, diretor de autocarros de Lisboa, para saber sobre a acessibilidade dos bondes elétricos. Depois da conversa, ela e o Zé Luiz Pacheco aproveitaram para fazer um passeio de bonde pela cidade.

“Nós temos 600 autocarros aqui, em Lisboa, de serviço regular de passageiros. Mais da metade deles tem rampa de acesso para cadeira de rodas, e, portanto, são de grande acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, temos já desde 1980 um serviço exclusivo para pessoas de mobilidade reduzida, funciona tipo um táxi porta a porta, são minibus, que andam permanentemente na rua. Naturalmente, sendo um serviço muito específico, as pessoas têm que se inscrever no serviço e depois marcar, de modo que se consiga coordenar os trajetos de várias pessoas da sua origem ao seu destino. Os autocarros mais antigos não tinham esta preocupação da acessibilidade, eram autocarros com o piso muito elevado, com degraus e sem rampa. Passou a ser obrigatório que os autocarros urbanos tivessem essa acessibilidade perfeita, através de uma rampa. O que nós estamos a fazer é aproveitar a renovação da frota para que os autocarros novos, que vão substituir os antigos, já tenham uma rampa e, portanto, a curto prazo, vamos ter toda a nossa frota com acessiblidade para as pessoas de mobilidade reduzida.”

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