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DIA DAS MÃES 2016

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O Programa Especial desta semana vai fazer uma homenagem à mulheres muito especiais, as mães. Elaine, Ledinalva e Ana Cristina contam para gente as suas histórias e falam sobre as alegrias e os desafios da maternidade. E, ainda, o paratleta Fernando Aranha, no quadro Paralímpicos.

Em uma área externa Ana Cristina e Inah sentadas em um banco. Ana Cristina beija a bochecha de Inah. Ao fundo um gramado e árvores.

Nossa equipe foi até Curitiba conhecer Ledinalva Almeida, mãe de Roberto, que tem 10 anos e é autista. Ela contou a história dos dois e falou sobre o desenvolvimento do filho:

“O Roberto tem transtorno do espectro autista, foi diagnosticado com 2 anos e meio de idade. O Junior fazia fonoterapia, psicologia e musicoterapia, e os atendimentos com o neurologista. Quando ele completou 6 anos, eu optei em colocá-lo na escola regular. É difícil, passei por quase todas as coisas que a maioria dos pais passam, algumas escolas negam, outras escolas aceitam, mas colocam vários empecilhos. Até que a escola regular pública foi onde eu não tive nenhum empecilho e, muito pelo contrário, tive toda assessoria que era necessária. Logo que iniciou-se o ano letivo já foi solicitada a profissional de apoio, que está com Júnior até hoje, é a Maria Cristina Becari. Ela o acompanha em todas as atividades de sala de aula, em atividades extracurriculares, em passeios fora da escola, faz todas as adaptações curriculares necessárias para as aulas. No primeiro ano foi difícil, porque o Junior não obedecia muito a comandos verbais, ele não entendia a rotina da escola e tudo isso precisava ser introduzido. Então, ela começou com ele na sala do laboratório, explicando o que era uma escola, as atividades que ele precisava fazer, ela fez um quadro de rotinas com figurinhas que ela ia colando e mostrava como seria a aula de matemática, português, recreio, toda essa rotina escolar até que ele fosse se ambientando. Até que ela consegue ir para a sala de aula junto com as outras crianças. E, aí, começa a se dar a inclusão de fato. Até, então, o único material que ele tinha adaptado eram as provas, porque ele não queria escrever no caderno, então as provas vinham adaptadas no computador, que é algo que ele já dominava, mas mesmo assim as provas eram as mesmas das outras crianças. Então foram todas essas coisas que, no final do primeiro ano, a gente viu o quanto o Júnior amadureceu e o quanto ele internalizou o que era o funcionamento escolar, como que a escola funcionava. E a gente percebeu o quanto ele aprendeu a se relacionar com as outras crianças, mesmo sendo da forma dele. Até, então, no segundo ano ele não brincava com as outras crianças, agora ele já brinca, gosta muito de futebol, ele tenta jogar com as crianças maiores, já permite agora que as crianças cheguem próximo a ele, então a gente percebe o quanto ele evoluiu nisso. Hoje, ele ainda é considerado um autista não verbal, mas com mutismo seletivo, porque ele optou em não falar. Eu nunca entendi o autismo como uma sentença, ele tem um entendimento do mundo diferente, ele vê o mundo de uma outra forma. Então, assim, eu e meu marido a gente fica muito feliz com a evolução dele, e principalmente, com a autonomia que ele vem desenvolvendo cada vez mais. Então quanto mais o Junior evolua, quanto mais ele tenha a autonomia dele, quanto mais ele consiga fazer tudo sozinho, melhor ele terá uma vida adulta.”

Ana Cristina Fernandes é fonoaudióloga e mãe de Inah Fernandes, de 16 anos, que tem a síndrome de Cri-du-chat. Ana Cristina falou sobre a relação de cumplicidade entre as duas:

“A Inah nasceu de 40 semanas, de parto cesária, e nasceu super bem. Tinha um choro, que inicialmente era diferente, mas que não trouxe para a gente nenuma desconfiança. A gente só teve o diagnóstico, de fato, aos quatro meses, porque até então ela ia caminhando do jeitinho dela e a gente não tinha certeza de que alguma coisa estava errada. Foi aí que fez-se o cariótipo e teve-se o diagnóstico, e foi aí que ela começou as terapias. Fazia fisio, inicialmente, depois ela foi para a fono, quando ela já tinha nove meses, e maiorzinha ela começou a fazer terapia ocupacional. Eu sempre atendi crianças com atraso, seja por síndrome ou alguma intercorrência no parto, e, aí, de repente, me vi mãe de uma criança com necessidades especiais. Isso fez de mim uma terapeuta diferente e uma mãe também diferente, porque eu já tenho uma filha mais velha. Então, assim, a minha filosofia com os meus pacientes e com a Inah sempre foi de investir, sempre dando as oportunidades e esperar para ver o que haveria de retorno, porque eu achava que ela ia ser capaz de dar para a gente o que ela fosse capaz de dar. A Inah nunca deixou de evoluir, ela sempre teve ganhos, e eu acho que é muito confortante saber que tudo que a gente ofereceu foi muito bem aproveitado por ela. E você vai vendo, depois do crescimento que você fez razoavelmente a coisa certa. Então, assim, é você ver a evolução de cada uma, no meu caso, de cada uma das filhas, cada uma do seu jeito, e poder só agradecer e ficar muito feliz dessas conquistas.”

Elaine Medeiros é mãe do Saulo há 50 anos. Ela contou para gente sobre a cumplicidade que tem com Saulo, desde a infância dele até hoje:

“Uso cadeira de rodas devido a uma sequela de polio aos dez anos de idade. Conheci o meu marido, que também tinha tido polio quando criança, e era uma pessoa admirável, que lutava também, que estudava muito. A gente conseguiu se formar, casar e, aí, fomos agraciados com o Saulo. O desejo de ser mãe era muito forte, eu sempre tive uma vocação, sempre gostei muito de criança e meu marido gostava muito mais do que eu, e a gente sempre sonhou em ter um filho. E aconteceu de repente, e foi tudo ótimo, uma gravidez maravilhosa, um parto cesário, mas muito bom, amamentei durante nove meses. Eu acho que são momentos muito difíceis de descrever, porque o sentimento era tão forte. E a gente brincava de tudo, eu sentava no chão, jogava bola com ele, participava de coisas até difíceis à beça. Ele me inscrevia na escola em todas as gincanas. O Saulo aprendeu a andar, a andar de bicicleta comigo. Viajava com ele, participava de todas as brincadeiras. E sempre fui "tiona", que curtia as crianças, que sonhava com um netinho. E, aí, o dia que eles me falaram que eu ia ser vó, eles me chamaram e falaram: 'Você vai ter o melhor natal do mundo.' E era realmente a chegada do Bento. E ele superou tudo, ver a evolução do Bento é muito bom, estou curtindo muito mesmo. O recado que eu mando para a pessoa que ainda não tem filho: que ame muito, que abrace a barriga, que se sinta plena. Cada dia são diferentes aprendizados, mas tenha a certeza de que vale a pena.”

 

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