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O Programa Especial desta semana vai falar sobre museus. Vamos visitar o Museu do Amanhã e o MAR, Museu de Arte do Rio, que contam com recursos de acessibilidade. E, ainda, no quadro Paralímpicos, o medalhista Daniel Dias.

Zé e Fernanda  no Museu do Amanhã. Eles sorriem.

Nossos repórteres Zé Luiz Pacheco e Fernanda Honorato foram conhecer o Museu do Amanhã, que aborda o tema da Ciência e propõe questionamentos sobre o futuro. Melina Almada, que é gerente de educação, falou sobre o Museu e sobre a acessibilidade do local:

“Ele é um museu de Ciências, ele se baseia nos conceitos científicos para projetar esses próximos 50 anos. Mas não é só pensando em como a Terra vai ser, é pensando também como nós vamos ser nesses próximos 50 anos. Como vai ser a relação entre os humanos? Como vai ser a nossa relação com a natureza? De onde a gente já veio para entender esse lugar? Mas pensamos sempre que o amanhã não é um tempo, é um lugar que a gente constrói. A gente começa o prédio já pensando na maior capacidade de recursos de acessibilidade que a gente pode ter. Então, todos os nossos banheiros são pensados universalmente, os elevadores para os cadeirantes, as rampas de acesso, que são para todo mundo descer. A gente tentou na arquitetura do prédio trazer o máximo possível aquilo que fosse comum a todos e que não fosse exclusivo, que não separasse ninguém. Então, esse é o mote dos nossos recursos de acessibilidade no caráter arquitetônico. Isso faz com que a gente consiga pensar mais recursos de conteúdo e não só arquitetônicos, já que a maioria deles já está contemplada. A gente tem as maquetes táteis, que também estão disponíveis para todo mundo, para a gente conhecer, a partir do nosso tato, os conteúdos do Museu e conhecer também todo esse conteúdo arquitetônico e da cidade em que o Museu está inserido. Junto com as maquetes, temos o audioguia, para que o cego consiga se movimentar, se localizar na exposição e conhecer os conteúdos que são audiovisuais, que ele não vai ter acesso dentro do que está colocado ali, mas que tem uma audiodescrição nas bancadas táteis para ele conhecer.”

Zé Luiz Pacheco fez uma visita ao Museu de Arte do Rio, o MAR. Ele conversou com a coordenadora pedagógica, Gleyce Heitor, que contou um pouco da história e das atividades do Museu:

“O MAR, ele é um museu que se dedica à arte e à cultura visual, que tem como proposta ser um lugar onde o Rio se encontra. Então, desde a sua perspectiva, a sua missão institucional, ele pensa em ser um espaço que inclui, que agregue, que reúna os moradores da cidade para repensar, para rever, ou mesmo para conhecer a história da cidade. E ele tem, como particularidade, ser um museu que é composto por um espaço de exposições, e por uma escola, que se chama Escola do Olhar, que é o nome do nosso projeto de educação, a partir de onde a gente pensa a relação com o público, com a cidade, com a nossa vizinhança e com o território no qual o museu está inserido. A acessibilidade foi pensada e concebida junto com o projeto do museu. Primeiro, o museu teve um preocupação muito forte com as suas instalações, que elas fossem adequadas às pessoas com deficiência. Recebemos, inclusive, um parecer da Secretaria da Pessoa com Deficiência do município, que enquadra o museu na categoria ouro, por conta das qualidades que eles avaliaram das nossas instalações, que vai desde os banheiros acessíveis, os elevadores adequados tanto às pessoas em cadeira de roda, como para os cegos, porque contém gravações que orientam as pessoas a se locomoverem no prédio. Contamos com piso podotátil, contamos com vários recursos na instalação que pretendem ou que colaboram para que as pessoas com deficiência construam um percurso no museu de forma autônoma. Além das questões arquitetônicas, nós nos preocupamos em desenvolver projetos para incluir as pessoas com deficiência também em nossas atividades. Então, nós temos desde visitas educativas que incluem as pessoas com deficiência, como é o caso do projeto MAR em LIBRAS, que é uma visita que acontece todo último sábado do mês, que não é só oferecida para a pessoa com deficiência, mas é um lugar de fala do surdo porque a visita é feita por um surdo convidado. Nós convidamos um surdo, que desenvolve conosco um percurso e um olhar sobre a exposição e ele é o protagonista dessa visita, tanto para surdos como para ouvintes, porque a visita ela é feita em LIBRAS, com tradução para português. Nós desenvolvemos uma série de visitas e atividades multisensoriais, que possam integrar também o cego na experiência com as nossas exposições e com as obras que estão no museu.”

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O Programa Especial é totalmente dedicado à inclusão das pessoas com deficiência. Todo sábado às 10h30min você pode acompanhar reportagens positivas, otimistas, descontraídas e acessíveis a todos. Para isso, o Programa conta com janela de LIBRAS, legenda e audiodescrição. Seja muito bem-vindo!