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Anivers√°rio de 12 anos

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O Programa Especial desta semana está em ritmo de festa. Em março, o programa comemora 12 anos no ar. E, para celebrar esta data, convidamos 12 pessoas que fizeram parte dessa trajetória. Elas vão lembrar como foi participar do programa e também contar um pouco mais sobre a história de vida delas.

Em uma √°rea interna, Rafaela sorri.

 

 

 

Ana Beatriz Viana tem 23 anos, faz engenharia ambiental, e tem deficiência física. Ela falou sobre a experiência no programa e sobre a evolução na acessibilidade:

‚ÄúTer participado do programa, contado um pouco da minha hist√≥ria, das coisas que eu fa√ßo motivou algumas pessoas. Eu sinto que a sociedade come√ßou a enxergar melhor, em se preocupar mais se tem acesso, se n√£o tem acessibilidade. A sociedade passou a ter uma vis√£o mais aberta e ver que as pessoas com defici√™ncia podem fazer e estar exercendo as mesmas coisas que pessoas que andam. Eu quero dar meus parab√©ns ao programa. Eu acho que s√£o 12 anos n√£o s√≥ de informa√ß√£o, mas, tamb√©m, de motiva√ß√£o.‚ÄĚ

A psic√≥loga Camila Alves tem 25 anos e tem defici√™ncia visual. Ela contou um pouco da trajet√≥ria e sobre as participa√ß√Ķes no programa:

‚ÄúEu nasci com retinose pigmentar e fui perdendo a vis√£o progressivamente. H√° cinco anos eu estou sendo acompanhada pela Puca, que √© o meu c√£o-guia. Bom, eu tive algumas experi√™ncias bem importantes com o programa. Uma, eu me lembro que foi no CCBB, onde a gente fez um pouco a apresenta√ß√£o do trabalho que eu fa√ßo l√°, um pouco do projeto de acessibilidade que a gente vem desenvolvendo l√° e, dessa rela√ß√£o das artes visuais com a cegueira. E a outra, no est√ļdio, quando eu tive a oportunidade de participar de um debate com v√°rias outras pessoas, cada uma falando de uma experi√™ncia com a defici√™ncia. Eu desejo muitas felicidades para o programa, para todos os envolvidos e vida longa para o programa, e para o tema que n√£o √© nem um pouco f√°cil de lidar.‚ÄĚ

Camila Rabelo tem 27 anos e é formada em Design Gráfico. Ela tem  deficiência auditiva e usa aparelho auditivo nos dois ouvidos. Camila falou um pouco da sua história e da participação no Programa Especial:

‚ÄúEu nasci prematura, com seis meses e o antibi√≥tico que me deram afetou a minha audi√ß√£o, e meus pais s√≥ descobriram quando eu tinha 2 anos. Eu j√° fui entrevistada pelo Programa Especial, foi muito gratificante. Pessoas ¬†entraram em contato comigo falando que n√£o conseguiam dirigir fora do bairro delas, ent√£o vendo o meu programa, ela viu que ela tamb√©m √© capaz de dirigir. Foi uma coisa muito positiva e eu vi que eu estava ajudando as outras pessoas, foi muito gratificante. A quest√£o da defici√™ncia melhorou muito, a sociedade est√° mais aberta √†s diferen√ßas, as pessoas est√£o cada vez mais conscientes sobre a defici√™ncia. Assistir ao Programa Especial ajuda muitas pessoas a superar as suas pr√≥prias dificuldades, que n√£o tem barreira, o objetivo √© vencer os obst√°culos que aparecem.‚ÄĚ

O documentarista Daniel Gonçalves tem 31 anos e tem paralisia cerebral. Ele falou sobre sobre o Programa Especial:

‚ÄúEu acho que gravei tr√™s mat√©rias para o Programa Especial. Uma, h√° muito tempo, foi ligada √† escalada. A segunda vez foi uma entrevista que a Juliana fez comigo na minha casa, em que eu falei acho que um pouco sobre a minha trajet√≥ria de vida. E, a √ļltima vez, foi ano passado, que foi uma entrevista mais ligada ao mercado de trabalho. Falar de mercado de trabalho tamb√©m √© importante, porque ainda √© dif√≠cil ver pessoas com defici√™ncia ocupando cargos que tenham alguma relev√Ęncia. Nesse sentido, foi bem interessante, para poder mostrar que √© poss√≠vel, que pessoas com defici√™ncia fazem coisas que pessoas sem defici√™ncia fazem. A diferen√ßa √© que, √†s vezes, a gente vai fazer alguma coisa de um outro jeito. Eu acho que o papel do Programa Especial √© um pouco esse, de mostrar que n√£o tem essa tanto de supera√ß√£o, as pessoas vivem vidas normais. N√£o √© porque eu tenho paralisia cerebral, ¬†moro sozinho, que eu sou melhor do que ningu√©m. Eu acho que √© t√£o dif√≠cil para mim como para qualquer outra pessoa. Parab√©ns pelos 12 anos de programa, que o Programa Especial continue durante muito tempo mostrando a vida das pessoas com defici√™ncia do jeito que ela √©, igual a de qualquer pessoa.‚ÄĚ

Elaine Encinas √© chef de cozinha e tem defici√™ncia auditiva. Ela contou sobre as participa√ß√Ķes no programa:

‚ÄúO Programa Especial √© muito importante, essa √© a quinta vez que eu participo. √Č fundamental, porque eu posso mostrar a acessibilidade, a import√Ęncia da inclus√£o e a capacidade da pessoa com defici√™ncia. N√≥s n√£o podemos ter nenhum preconceito e, sim, respeit√°-lo enquanto ser humano. √Č muito bom mostrar para a sociedade, que os deficientes t√™m uma educa√ß√£o e um direito como todos. Eu percebo que em 12 anos, houve mudan√ßas, a inclus√£o social tem sido cada vez mais importante, a acessibilidade gastron√īmica √© fundamental. Eu gostaria de parabenizar o Programa Especial, fico muito feliz, desejo muita felicidade, muita paz, muito respeito e muita inclus√£o, cada vez mais, de todas as defici√™ncias na vida social. A equipe que trabalha nesse programa √© muito boa. Parab√©ns a todos!‚ÄĚ

Fábio Fernandes faz parte da ONG Novo Ser, que tem diversos projetos de acessibilidade, e tem deficiência física. Ele falou sobre a luta para uma maior inclusão e sobre o Programa Especial:

‚ÄúUma das primeiras mat√©rias que eu fiz no Programa Especial, dentro outras muitas que n√≥s j√° fizemos, foi um voo de parapente. Foi emocionante, foi sensacional, onde n√≥s pudemos voar e contemplar aquela natureza l√°. E o Programa Especial tem uma import√Ęncia muito grande na sociedade, porque a gente tem a oportunidade de conhecer coisas e h√° muitos deficientes que est√£o em casa hoje segregados n√£o conhecem. E isso estimula tamb√©m a sair de casa, a pessoa se sente estimulada. Se voc√™ pegar as primeiras mat√©rias do Programa Especial e comparar com as de agora, voc√™ vai ver que muita coisa evoluiu. O preconceito mudou, mas precisa mudar ainda mais.‚ÄĚ

A estudante de Serviço Social, Juliana Santos, tem 26 anos e tem nanismo. Ela relembrou uma reportagem que gravou para o Programa Especial:

‚ÄúEu j√° gravei diversas vezes, e uma das mat√©rias que eu gravei, que me marcou muito, foi a escalada. Foi muito bom gravar a mat√©ria, porque mexe com a autoestima da gente, quando a gente √© convidado por um programa voltado √† pessoa com defici√™ncia, voltado em prol de uma causa. Ent√£o isso √© muito importante para todas as pessas com defici√™ncia, eu acho que isso tem que se multiplicar cada vez mais. Que o Programa Especial seja uma refer√™ncia para outros programa de televis√£o. Quando voc√™ abre a comunica√ß√£o para o p√ļblico, a sociedade come√ßa a enxergar com um outro olhar. Nesses 12 anos, a sociedade, ela est√° mais consciente em rela√ß√£o √†s pessoas com defici√™ncia.‚ÄĚ

Maria Cristina tem 26 anos e tem síndrome de Down. Ela falou sobre os livros que escreveu:

‚ÄúEu acabei de lan√ßar 3 livros, o primeiro livro foi Cartas de Amor, depois, o meu segundo livro foi Siwa e Meus Companheiros do Passado e do Presente. E acabei de lan√ßar, foi na Flipinha, em Paraty. Agora estou lan√ßando o meu terceiro livro. Ent√£o, eu diria que as pessoas com s√≠ndrome de Down t√™m que sair para se divertir, para namorar tamb√©m, se divertir com os amigos, com as amigas, qualquer coisa. Tem que trabalhar tamb√©m, tem que trabalhar em qualquer lugar que as pessoas trabalham tamb√©m. Programa, parab√©ns pelos 12 anos, obrigada!‚ÄĚ

Pedro Augusto tem 30 anos e tem autismo. O pai dele, Paulo Alonso, conversou com a equipe sobre as reportagens que gravou para o programa:

‚ÄúUma coisa que nos marcou muito foi que, em 2007, a equipe da TV Brasil fez uma visita a escola de artes aonde o pedro trabalhava no Graja√ļ, pintando panos, fazendo teatro e n√≥s fomos convidados a fazer um programa. Ele foi todo gravado na minha resid√™ncia, no ambiente que o Pedro estava acostumado, no ambiente de casa. O programa foi ao ar algumas semanas depois, e teve uma repercuss√£o muito grande no meu ambiente de trabalho, junto a outros pais que viram aquele programa, aprenderam muito com aquilo. E isso acabou tamb√©m sendo uma mensagem muito importante para os telespectadores para mostrar como √© poss√≠vel uma pessoa autista, com todas as dificuldades de intera√ß√£o com o ambiente, como √© poss√≠vel eles vencerem essas barreiras e, de fato, interagirem e conseguirem resultados. N√£o conhe√ßo nenhum programa da tv brasileira que aborde a quest√£o dos especiais de maneira sistem√°tica como o Programa Especial aborda. Os pais podem ver se aquilo se aplica ou n√£o aos seus filhos, podem fazer uma avalia√ß√£o ali, de pronto se aquilo √© ou n√£o √© ben√©fico para eles. Parab√©ns a voc√™s pelo trabalho realizado, continuem com isso, isso √© uma inciativa que n√£o pode deixar de existir.‚ÄĚ

Pedro Henrique estuda Microbiologia e tem a s√≠ndrome de Ehlers Danlos. Ele falou sobre a import√Ęncia do programa: ‚ÄúEu vejo o Programa Especial como um catalizador de toda a comunidade com s√≠ndromes raras, com defici√™ncias, que veem nesse programa uma possibilidade de mostrar para a sociedade a nossa vida, o nosso contexto, as nossas dificuldades e tamb√©m as nossas habilidades, os nossos talentos. Porque, muitas das vezes, a sociedade v√™ a pessoa com s√≠ndrome rara ou com defici√™ncia como uma pessoa que n√£o tem condi√ß√Ķes de ter uma autonomia, quando a realidade √© diferente. A pessoa com s√≠ndrome rara ou com defici√™ncia, √© uma pessoa que, independente das dificuldades que ela tenha, tem tamb√©m o seu potencial e tem o direito tamb√©m de participar da vida social. √Č nesse sentido que eu vejo que est√° a grande import√Ęncia do Programa Especial, de poder mostrar essa realidade, que muitas vezes n√£o √© vista no dia a dia. Eu desejo que venham mais 12 anos, 24, 36, que esse programa possa continuar sempre sendo esse porta-voz para todas as pessoas com defici√™ncia, com s√≠ndromes raras, que ele possa continuar sempre crescendo, porque juntos somos mais fortes.‚ÄĚ

Rafaela Poggi √© desenhista e est√° dentro do espectro autista. Ela contou sobre o mang√° que escreveu: ‚ÄúO nome do meu livro √© Fairy Rainbow. Minha personagem teve dificuldades e teve que encar√°-las, e teve tamb√©m a ajuda das suas amigas para enfretar as irm√£s bruxas m√°s. Eu acho que o que eu escrevo no meu livro pode ajudar muito as pessoas que s√£o autistas. Queria que as pessoas soubessem que autistas podem ser talentosos, tamb√©m podem ser o que elas quiserem ser. O profissional que escolher, ou, por exemplo, desenhista, ou m√©dico, ¬†ou qualquer coisa.‚ÄĚ

O m√ļsico T√ļlio Fuzato, que √© amputado, conversou com a nossa equipe sobre a defici√™ncia e sobre o Programa Especial:

‚ÄúEu toco bateria desde garoto e quando sofri o acidente, em 2003, passou aquela coisa pela cabe√ßa: "Caramba, como √© que vai ser?". E, com o uso de pr√≥tese, uso o pedal do bumbo, que √© um pedal adaptado, eu voltei a tocar bateria e voltei a ser o T√ļlio batera. N√≥s, os deficientes f√≠sicos, cadeirantes, os cegos, os parapl√©gicos, n√≥s n√£o somos mais aqueles marcianos que a pessoa olhava assustada na rua. Hoje em dia, voc√™ bate-papo, vai ¬†no boteco. Eu gostaria de dar meus parab√©ns √† TV Brasil, ¬†mais precisamente ao Programa Especial, que realmente √© um programa que traz √† tona todas essas quest√Ķes e mostra tamb√©m, com precis√£o, as diversas defici√™ncias f√≠sicas, ¬†os seus matizes, as suas nuances, ¬†e tudo aquilo que vem de encontro ao que n√≥s estamos precisando. O Programa Especial √© o nosso canal de voz, √© o nosso canal de express√£o.‚ÄĚ

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O Programa Especial é totalmente dedicado à inclusão das pessoas com deficiência. Todo sábado às 10h30min você pode acompanhar reportagens positivas, otimistas, descontraídas e acessíveis a todos. Para isso, o Programa conta com janela de LIBRAS, legenda e audiodescrição. Seja muito bem-vindo!