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Carnaval 2016

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O Programa Especial desta semana está em ritmo de carnaval. José Luiz Pacheco e Fernanda Honorato foram até a Cidade do Samba conhecer alguns integrantes da escola de samba Embaixadores da Alegria, que é composta por pessoas com e sem deficiência. E ainda, uma reportagem sobre uma escola de Frevo, em Recife.

No sambódromo, mulher com nanismo usa fantasia de passista. Ela faz o símbolo de coração com as mãos na altura do peito.

Para saber um pouco mais sobre a proposta da escola de samba Embaixadores da Alegria, Fernanda Honorato conversou com um dos fundadores, Paul Davies.  Ele contou como surgiu a ideia de montar a escola:

"Em 2005, eu tive problema de coluna. Eu estava assistindo o desfile das Campe√£s e pensei: "Como deveria ser para uma pessoa com defici√™ncia desfilar?". Infelizmente, eles n√£o tinham espa√ßo. E, em 2006, ¬†com o Caio, eu abri a Embaixadores da Alegria, que foi a primeira, √ļnica escola do mundo para pessoas com defici√™ncia. Esse ano, a gente est√° fazendo 10 anos de sucesso. Em 2016, a gente vai desfilar com mais ou menos 1700 foli√Ķes. Desses, talvez 1200 tenham algum tipo de defici√™ncia. Tem pessoas de S√£o Paulo, de Salvador, de Belo Horizonte tamb√©m. A gente tem pessoas cadeirantes, sem perna, pessoas cegas, an√Ķes, a gente tem todos os tipos de defici√™ncia, intelectual e f√≠sica. Na verdade, a Embaixadores da Alegria √© a √ļnica escola de samba do mundo que tem todos os tipo de defici√™ncia. Eu acho que a Embaixadores da Alegria mostra exatamente essa quest√£o que n√£o deveria ter preconceito. Porque se voc√™ v√™ uma pessoa que tem algum tipo de defici√™ncia, que desfila com alegria os 650 metros da Sapuca√≠, √© imposs√≠vel que ningu√©m n√£o se emocione, e pense: "N√£o, essas pessoas t√™m que ser tratadas como qualquer pessoa, respeitada tamb√©m." Ent√£o ajuda na quest√£o de acabar com o preconceito, especialmente durante o Carnaval."

Zé Luis Pacheco conversou com uma das passistas mais antigas da escola, Elisabeth Marge, que é cadeirante.  Ela falou sobre a experiência de desfilar na Sapucaí:
‚ÄúO meu primeiro desfile foi em 2009. Ent√£o, voc√™ vai chegando um pouquinho t√≠mida, voc√™ n√£o sabe exatamente onde voc√™ vai botar a roda, voc√™ bota uma roda aqui, uma rodinha ali, mas depois, sabe, um pouquinho antes do meio, voc√™ j√° "solta a franga", voc√™ j√° n√£o enxerga mais nada, voc√™ s√≥ enxerga alegria, s√≥ escuta o som do tamborim, e voc√™ sai mesmo e vai brincando. A Embaixadores, ela √© uma escola que ela acolhe voc√™. E, com o passar dos anos, voc√™ vai se enturmando, a√≠ voc√™ vai se sentindo mais livre, voc√™ j√° vai interagindo com o povo que est√° ali, as pessoas tamb√©m v√£o interagindo conosco. Eu vejo as pessoas se emocionando conosco. Uma das coisas que eu gostaria mesmo √© de ver aquele Samb√≥dromo cheio, totalmente lotado e uma das coisas que eu gostaria muito √© que o povo estivesse todo l√°. Quando a gente tem o reconhecimento externo, a gente espera o reconhecimento da nossa casa, porque para n√≥s √© importante sermos reconhecidos tamb√©m aqui, que as pessoas respeitem o nosso trabalho, e que estejam l√° nos aplaudindo. Como ela √© uma escola inclusiva, ela n√£o √© uma escola s√≥ de deficientes, pessoas que s√£o tamb√©m adeptas, que s√£o a favor da inclus√£o, podem vir tamb√©m brincar conosco.‚ÄĚ

Luciano Moreira, carnavalesco, contou para Fernanda Honorato como é o trabalho dele na Embaixadores da Alegria:

“O carnavalesco é responsável por toda a concepção visual, artística da escola. Desde a composição do enredo e influência em todos os outros segmentos da escola. Você é responsável, corresponsável também pelo outros quesitos, que seriam harmonia, até mesmo na bateria, porque se o carnavalesco cria, numa concepção visual, uma plástica para a bateria, que não condiz, que atrapalhe a cadência, ele está prejudicando aquele quesito. Então, ele tem que pensar em todo o processo, não só artístico, mas como aquela concepção, na Avenida, tecnicamente."

Em Pernambuco, nossa equipe conheceu uma escola de Frevo inclusiva, onde crianças e jovens com algum tipo de deficiência aprendem a dança.  Anna Miranda, diretora da Escola de Frevo, falou sobre este projeto:

‚ÄúA escola de frevo √© uma escola municipal. Ela j√° existe h√° 18 anos, e, nesses 18 anos, a gente come√ßou s√≥ para escolas p√ļblicas, depois a gente sentiu a necessidade de um p√ļblico em geral. E tamb√©m sentiu-se a necessidade, tanto das pessoas como da gente, da inclus√£o de pessoas com defici√™ncias motoras e cognitivas. Ent√£o, a escola tem um trabalho de inclus√£o.¬†O frevo tem uma liga√ß√£o direta com alegria. √Č uma dan√ßa, √© uma m√ļsica e uma dan√ßa que √© explosiva. Ent√£o, a gente trabalha as qualidades f√≠sicas do indiv√≠duo com a dan√ßa: ritmo, agilidade, flexibilidade, coordena√ß√£o.‚ÄĚ

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